sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vitimas de uma bailarina.

Dor, consternação, revolta e emoção,
solidariedade ante a maldade
de um crime sem perdão.
Sociedade covarde
justiça sem comando
mundo sem direção.
Abandona as crianças
gera violência sem explicação.

Choro, raiva, trauma, união.
Todos em uma só voz,
uma só oração.
Pedindo paz ao mundo,
preservando a vida de um irmão.

Vida! Bandida, banida, agoura!
Finita em apenas uma ação,
declina sobre o concreto
o corpo, da progenitora
com o estampido
seguido da explosão.

Lá vem ela, sempre linda!
Sambando, girando
como Arlequim na avenida.
Brilhante, traçante e até colorida
Riscando o céu cortando o vento
destruindo a família.
Não escolhe crença, raça ou cor,
amarelo, branco, pardos ou indígenas
Disparada, a esmo são sempre mal vindas.
Letal como as palavras,
abre ferida,
causa dor e retira a vida.
Mais uma vez infelizmente
caiu ao chão mais uma vítima de
bala perdida.

Edson Carvalho Miranda
23-12-2008

(Este pensamento foi feito em sinal luto, homenagem, respeito e revolta para lembrar o fato que retirou a vida de uma mãe, esposa e cidadã respeitada e querida da cidade de Resende.)

2 comentários:

Alessandra disse...

Nossa, deu para sentir na pele e no coração o sofrimento, a dor e a impotência diante dessa tragédia que, infelizmente, não é única...
Você soube descrevé-la tão bem, tão fortemente e com sentimento!!!!
Edinho...parabéns!

Beijos

Lucy disse...

Sermos vitimas disso ou de aquilo é sempre muito triste, e pode crer sempre vai ter alguém que vai ficar muito triste, com fatos parecidos.
Porque infelizmente nunca nos veremos livres dessas injustiças do dia a dia.
Isso me fez refletir e pensar como somos pequeninos diante da súbita morte.
Você descreveu a historia com toda sua emoção como um verdadeiro poeta que realmente é.
Você está de parabéns!
Beijos.