sábado, 13 de agosto de 2011

Ao meu Papai (Quintanilha)



Ao meu Papai

(Quintanilha)



Papai, você é meu forte guerreiro
Defendendo-me desde pequena
Nas batalhas, com voz serena,
Da vida que é como uma arena
Meu terno e tão doce conselheiro.

Meu pai, tal belo porto seguro
Ancorando a frágil existência
Pensando até no longe futuro.

Papai, agora estamos sozinhos
Eu quero, com beijos, lhe agradecer
O amor, tudo o que me fez aprender
Com mão forte, às vezes, sem eu entender
Pra percorrer todos os caminhos.

Não quero só agora lhe acarinhar
Mas em todos os dias de sua vida
Meu carinho e amor sempre lhe dar!


By Lully

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Corpo - Sonetex




Corpo - Sonetex

Autor: Daniel Fiúza.
10/07/2011


Doce encanto, bela formosura,
mulher que seduz como serpente,
teu corpo sensual tem gostosura,
bebo teu veneno docemente.

Tu és a mais bonita criatura,
teu beijo tem o sabor divinal,
os teus seios trazem a loucura,
tua pele me encanta na brancura,
nos teus lábios me sinto imortal,
meu amor no teu amor goza fartura.

E na posse dessa paixão carnal,
Como louco me entrego na orgia,
Escravo da amada, um serviçal,
tua pele é minha fonte d’alegria.

Nos prazeres, feiticeira e fada,
minha vida em ti é derramada.


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domingo, 7 de agosto de 2011

Sonho colorido






Sonho colorido


Adormeci e vi voar um sonho colorido
Num dia esquecido de um tempo qualquer
Passando por um céu estrelado
Com gotas de orvalho, lágrimas sem cor.

Lembranças presentes de tempo já passado
Beijos que ainda ardem nos lábios de romã
Adoçando a boca com sussurros imaginários
Olhares urgentes no meu entardecer.

Tempo rasgado por sonhos alheios
Mas o sonho acorda um dia
No dorso do tempo fica parado
Lembrando as cores e matizes de outrora.

Um amor que pode acontecer
Num futuro despido do presente passado
Insisto no sonho, suspiro pra lua
E sinto arrepios na minha pele nua.


Lully

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Entrega




Entrega


Demasiado tarde eu percebi
que foi a ilusão de uma poesia
que se embriagou num sonho meu.

Bebendo o doce vinho do parnaso
a fantasia se transformou em realidade
e o sonho acordou na plena sedução.

Demasiado tarde eu percebi
que escreveste um poema em minha pele,
porque eu senti então nas palavras
o sabor do amor em cada letra!

Poesias sensuais em grafias primitivas
escritas com bárbara paixão
seguindo os caminhos de rituais selvagens
numa composição de volúpia e prazer.

Trilhas que queimaste com os dedos teus
assim como incendiaste a seda que me cobre
desvendando assim todos os meus segredos.

Com minhas mãos oníricas e desejosas
sedentas do teu corpo em lavas de vulcão
cobri tua pele com sinais de delicias.

Nessa entrega total eu percebi
que eras o vento que açoitava a minha face
entrando pela porta da poesia!


Lully e Domfiuza.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amor, paixão e desejo



Amor, paixão e desejo


O amor disse: eu sou poderoso!
Faço o mundo girar e acontecer,
Sem mim ninguém pode sobreviver
Porque eu domino majestoso,
Faço o coração ser amoroso.
Proporciono encontro de casais
Juntos almas e corpos casuais,
Nessa vida do sonho faço amor
Por mim tudo vira um esplendor,
Nessa chama eterna faço a paz.

A paixão disse loucamente,
Viver apaixonado é um risco,
Penetra nosso corpo tal corisco
Precisa sentir urgentemente
Porque vai embora de repente.
Tolhe completamente a razão,
Deixa ofegante o coração,
Onda gigantesca que domina
Te joga pro alto, repentina,
Por isso arrebata a paixão.

Na paixão e no amor há o desejo,
O que faz essa boa conjunção
Unindo amantes na sedução,
Não se resolve só com beijo
Explode célere num lampejo.
Se doando e perdendo a calma,
Envolvendo até a própria alma,
Quando o fogo brilha nesse olhar
O corpo não consegue segurar,
E o desejo nunca que se acalma.

Um grande amor para ser completo,
Precisa ter paixão e loucura,
Carregado sempre com ternura
E ser de parceria, tão repleto,
Tornando-se anseio predileto.
Necessita, desejo e carinho,
Adentrado por um torvelinho,
Juntando todos os sentimentos,
Aproveitando esses momentos
Comemoram com taça de vinho.



By Lully e Domfiuza

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A antítese de mim mesmo



A antítese de mim mesmo


Autor: Daniel Fiúza

16/09/2010



Não! Eu não sou esse q’eu mesmo penso.
Sou minha antítese diante do espelho,
Pareço à sombra do que me assemelho,
No próprio abismo que parece imenso.

Sou só apenas o meu tempo que venço,
Querendo o azul quando estou vermelho,
Seguindo a rota de um bom conselho,
No fio tênue de um ardil bom senso.

O que pareço oculta mil segredos
Da realidade que o poeta esconde,
Quando me perco nos meus próprios medos.

Quero mudar, mas eu nem sei pra onde.
Estão perdidos em mim velhos enredos
Que só o meu passado me responde.

sábado, 4 de junho de 2011

Feliz aniversário!



Parabéns e muitas felicidades!!!


Beijo


Lully

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Plenitude

Não sei se felicidade plena existe,
pois sempre que tudo prospera,
parece alguém para inviabilizar a plenitude,
Vivemos em um mundo imperfeito
de pessoas imperfeitas onde:
A felicidade quase perfeita e o amor é a personificação
da própria perfeição.

Invisível aos olhos dos céticos,
imperceptível ao toque dos incrédulos
Afável e palpável para aqueles que simplesmente fecham os olhos e acreditam!

Edson Carvalho Miranda

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Trovas de amor e loucura



Trovas de amor e loucura


O amor se faz de provocante
Com rimas e versos se fantasia
Parecendo uma doce sinfonia
Que toca ao beijar a amante.

Aí ele se delicia sem pressa
Brincando na cama desfeita
Sorrindo ao ver a eleita
Cheia de vontade inconfessa.

Vestiu-se de marujo e poeta
Para navegar nesse mar revolto
Deixando o meu corpo solto
Numa loucura quase perfeita!






Lully

sábado, 2 de abril de 2011


Todas as lembranças



Nem toda lembrança é triste

É um toque dos quatro elementos

Uma nuvem flutuando ao vento

Desfazendo-se em gotas de chuva.



Nem toda lembrança é alegre

É dor que em outro corpo existe

quando se quer o amor respirar

sem ter a coragem de se revelar.



Nem toda lembrança é surda

É uma orquestra de raros instrumentos

Melodias que se fundem ao tempo

E se perdem no calor da noite.


Nem toda a lembrança dói

Ela brinca de faz de conta

No jogo da vida, às vezes esquecida

Perdida, como memória de brisa...



Lully