segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Inspiração

É estranho, ser este ser tão dotado de defeitos, de falhas.

De falhas na criação, de traumas de infância, de juventude, de adolescência, de puberdade e de adultério. Ou seria vida adulta? Adúltera talvez. E ao mesmo tempo ser visto como um ser que tem qualidades.

É uma confusão de sentimentos conflitantes entre o que ouço e o que leio vindo de alguns e o que ouço e o que leio vindo de dentro de mim, do meu ‘eu’. Seria esse o cara que todos chamam de alterego?

Se for, ainda não me fui devidamente apresentado, o que me leva a questionar se o meu alterego seria de repente, uma devassa?

Essa confusão de sentimentos de eu’s acaba por trazer essa vontade insaciável de escrever, de externar todos esses sentimentos. Sentimentos explicáveis, extremos, extensos, ternos, concisos e complexos, porém, no âmago, tão simples quanto o sorriso de uma criança, de um anjo de 5 anos de vida, que é tão sábio por entender que tudo o que se deseja pode se conseguir com um descomplicado, espontâneo e belo sorriso.

É a vontade de dar vazão a tudo o que me faz feliz, de exaltar a natureza em rimas e haicais.

É a vontade de dar vazão a tudo o que me faz triste, de mostrar a hipocrisia, a mentira, a corrupção em notícias, textos e críticas.

É a vontade de dar vazão a tudo o que me revolta, a falsidade, a inveja, a descrença, a perda de valores em livros, em crônicas.

É a vontade de dar vazão a tudo o que amo, as flores, as pessoas, a vida, a paz, a você em poesias, versos e prosas.

É a vontade de dar vazão a minha frustração comigo mesmo de não ter tido a coragem e a determinação necessárias para transformar o mundo em um lugar melhor, ou de dizer o quanto me frustro com a visão que tenho do mundo de hoje.

E é assim, entre sentimentos bons e os sentimentos nem tanto louváveis que tenho dentro de mim, que agradeço a você, minha inspiração

Você é a única responsável pelas inúmeras vezes que prefiro falar do amor, a falar das mazelas e é assim que percebo que você me tirou da escuridão do porão aonde me enfiei, da penumbra que assolava meu coração e minha alma e do crepúsculo da vida cotidiana e insana desse mundo agonizante e me deu a luz, a dádiva de olhar o mundo vívido e de me ver como um alguém de verdade sobre essa terra, não mais um fraco ou um fracassado, hoje eu saberia responder a pergunta que todos nós buscamos responder durante a vida e isso graças a sua devoção e crença, me vejo um poeta e sou um poeta, sem tendências, sem estilo definido é bem verdade, até porque declarar estilo é fazer parte de algo ao qual eu não pertenço, sem métrica a ser seguida como padrão de arte, simplesmente livre.


Edson Carvalho Miranda

8-12-2008

5 comentários:

Alessandra disse...

Lindo Edinho, muito profundo e tocante! Parabéns e parabéns a quem te deu a inspiração...!!!! Que ela sempre esteja perto de vc, para lhe tocar no ombro e lhe dar a mão quando precisar!!!
Parabéns Jenny...você bem os merece!

Alé

Anônimo disse...

Queria poder conhecer a Jenny, a sua inspiração. Ela deve ser uma pessoa maravilhosa e deve ter conquistado o seu coração de vez! Que lindo!! Adorei essa poesia! Consegui conhecê-lo mais um pouquinho!

penelope disse...

Nascer e crescer
Sentir sem saber
Sonhar e querer
Enfim renascer

Vontade de ser
Viver por viver
Sorrir sem querer
E amar sem sofrer

parabens! como sempre ... linda poesia

Jenny Faulstich disse...

Simplesmente livre, simplesmente poeta... ‘o poeta’... especial, único! Seja seus sentimentos ora bons, ora não tão louváveis, vc simplesmente SENTE, e sente intensamente. Vc! Este ser de defeitos e qualidades, ser HUMANO. “Todos no mesmo barco”, lembra? Acredito eu, que seja principalmente a determinação, a vibração, a intensidade de cada sentimento, os desejos, a valorização de cada aprendizado, a evolução... que difere cada um, cada ser humano. O resultado do que plantamos vem qdo menos esperamos. Imensa a honra ao receber seu texto, formalizando o já comentado. Vc não só me deu uma intensa sensação de dever cumprido por ter feito algo de bom, como bem sabe, é o que me realiza, mas me deu palavras que vieram do seu coração, o que foi pra mim, incomparável. E não importa a intenção, só nunca deixe de fazê-lo, por meio das palavras escritas, faladas, atitudes, gestos, enfim, do seu jeito, externar o que flui no seu âmago, sendo assim, sua parte já terá feito. O restante meu bem, já é seu por direito.
Mil bjos...
Carinhosamente,
Jenny

Anônimo disse...

Edinho, você anda realmente inspirado... Linda a mensagem. Espero poder compartilhar sempre mensagens tão linda como está. Um beijo da amiga, Géo.