segunda-feira, 9 de março de 2009

Adeus


Hoje acordei e não senti aquela dor
harpia que há tanto tempo me consumia.
A dor se esvaneceu aos primeiros
tons róseos do alvorecer, deixando infiltrar
suavemente, docemente, a felicidade
de viver.

E foi embora, levando também a desesperança, prima da dor,
que se aninha no coração de quem ama e sofre por amor.

Agora consigo ver as coisas que a dor me impedia,
não só o que estava ao meu redor, como o
desabrochar das flores, o vôo dos pássaros e o bater de
asas dos beija-flores, mas
tudo aquilo que estava dentro de mim,
as
mil coisas que ela, a dor, lá colocou,
mascarando as verdades e iludindo o meu coração,
as loucuras do medo da solidão,
a solidão do medo de sentir a dor
e não ter uma mão, a sua mão...

Ahhh, solidão! Abandone a mim, abandone meu coração...
Adeus dor, agora vou pensar só na vida!

Chega de dor, quero o meu bem querer.
Quero me encher de esperanças, reaprender a viver!

Alessandra P. Negrini
Edson Carvalho Miranda
(09-03-2009)

Um comentário:

penelope disse...

que lindo...
esse amor
que nos traz calor
que é suave sua dor
que desabrocha em flor.

como sempre...
lindíssimo