Alguns amam...
De fato, amam!
Possessivamente,inconsequentemente
de uma forma tão intensa que vida
começa e um salto gigante
igualmente deslumbrante como plumas,
esvoaçantes de planar elegante
ao encontro das pedras levantam-se as brumas,
formam-se espumas.
Fazendo desenhos do rosto sisudo
que se desmancha em sorriso
aos gracejos do menino.
Riscos e resultados da queda
dos que se atiram ao amor!
No corpo rolando o suor de forma envolvente
que percorre a pele, em um repente!
Efusiva mulher que ao toque dispara a adrenalina,
que baila pelo meu corpo como droga, heroína.
Cara de bruxa, e o corpo que dança como bailarina.
Dispara sua pena malvada Arpia,
como água fria, que arrepia
como água quente ou ardente,
que da boca vai a mente.
Entrega me a mais absoluta Loucura
junto com um beijo seu, quente.
Ah, alguns amam...
De fato amam
Possessivamente, inconsequentemente
Amam...
Desesperadamente amam...
Se acovardam, diante do amor
Não!Não sabem o que fazer!
Assim como eu quisera ao menos
Saber viver longe de você.
Edson Carvalho Miranda
(07-04-2009)